Mais de 100 organizações e acadêmicos já assinaram a carta que articulamos na CTRL+Z. Nela, cobramos das autoridades eleitorais brasileiras e dos mecanismos internacionais de direitos humanos uma resposta à interferência das big techs nas eleições de 2026. O segundo turno é no dia 25/10.
Assinam conosco People vs. Big Tech, Greenpeace International, ARTICLE 19, Global Witness, Oxfam Brasil, Foxglove, SOMO, Ekō, Amazon Watch, Ranking Digital Rights, Derechos Digitales, TEDIC, Fundación Internet Bolivia, Global Voices e a Climate Action Network Latin America, entre muitas outras.
São organizações de direitos digitais, direitos humanos, liberdade de imprensa, justiça racial e justiça climática, de todos os continentes.
Quando um assunto que parece “só brasileiro” reúne tanta gente de tanto lugar, o recado é claro: o jeito como as big techs operam em eleições é um problema global, e o Brasil está na linha de frente.
O que documentamos
IA generativa classificando e recomendando candidatos, e deepfakes circulando sem nenhuma identificação.
Meta recebendo dinheiro de contas estrangeiras para impulsionar anúncios políticos com deepfakes, como mostrou a Ekō.
Milhares de anúncios na Meta atacando instituições ou levantando suspeita sobre a condução da eleição, segundo análise do NetLab UFRJ.
Anúncios irregulares na Meta, no Kwai e no Google durante o período de silêncio legal.
Uma em cada quatro imagens ofensivas contra candidatas com sinais de geração por IA, segundo a MonitorA.
Moderação arbitrária que derrubou perfis de centros academicos, movimentos sociais e jornalistas, sem explicação e sem direito de recurso.
Antes do primeiro turno, as empresas apresentaram planos de conformidade à Justiça Eleitoral. Nós vimos que elas não cumpriram o que prometeram e não foram responsabilizadas. E que o próprio Tribunal Superior Eleitoral ainda não usou todos os instrumentos de fiscalização que a lei lhe dá.
O que pedimos
Às autoridades brasileiras: o fim da moderação arbitrária, com decisões claras, fundamentadas e passíveis de recurso, e o combate à interferência estrangeira na propaganda política paga, com verificação de anunciantes e transparência sobre a origem do dinheiro.
À ONU e à Comissão Interamericana: que monitorem a situação no Brasil e conversem com as plataformas envolvidas.
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